As redes sociais tornaram-se, em 2020,  mais do que um importante canal de comunicação: nos oferece, nesse momento de distanciamento social e mudança repentina de rotinas, um sentido de união e de pertencimento a uma comunidade.

O momento é incerto para todos os profissionais e estamos todos num caminho de aprendizado forçado e contínuo, assumindo uma nova postura frente ao tsunami do #covid19 que devastou o que fora construído, criado, conquistado, deixando espaço para refazer, reformar, recriar, retomar, enfim, se reinventar.

Recentemente, concluí o curso de Gestão de Redes Sociais da Rock University que terá uma nova versão com informações mais atualizadas, visto que periodicamente as plataformas são melhoradas para atender a uma demanda crescente ou percebida como tendência.

Num senso de empatia, cada um se olha pra dentro e oferta apoio, ajuda, meios, caminhos, conhecimentos, oportunidades…

No caso do instagram, aproveitaram um momento oportuno para lançarem novas funcionalidades, ampliando a função da rede social.

Quem é instagrammer já deve ter percebido, por exemplo, novos stickers disponibilizados na plataforma. Até a data de hoje, esses novos stickers foram:

– EM CASA: usando essa figurinha, seu story poderá ser visualizado em destaque na timeline de “lives”

– DOAÇÃO: organizações sem fins lucrativos podem incentivar e promover campanhas de  financimento/vaquinhas/doações

– PEDIDOS DE REFEIÇÃO: a figurinha linka com o serviço do ubereats

– AGRADEÇO: criado para incentivar e compartilhar sentimentos positivos e atitudes de gratidão

– CHALLENGE: funcionalidade semelhante ao que faz sucesso no #tiktok, muito utilizada para desafiar amigos em passos de dança.

As funcionalidades acima podem ser úteis e auxiliar, mais diretamente, empresas do Terceiro Setor, bem como bares e restaurantes, por exemplo. Não tenho visto grandes movimentos ou notícias de doações nesse sentido, mas fato é que, uma simples figurinha poderá resultar na sustentabilidade dos negócios. Será?

FERRAMENTAS EXISTEM. MAS O QUE DIZER?

As redes sociais são espaços de sociabilidade, comunicação e relacionamento. Para o público em geral, uma ferramenta de lazer e, para as empresas – e personalidades, uma ferramenta de negócio.

Pare e reflita: o que a COVID-19 representa para sua empresa? Como estão sendo impactados? Resta fôlego para continuar e reabrir as portas? É possível criar diálogos e acordo com os parceiros e stakeholders? Existe alguma política (local, regional, nacional) que ofereça algum subsídio?

Nessa reflexão, há de se elaborar um plano de contingência a fim de assumir uma postura de adaptabilidade. E isso inclui o seu posicionamento em relação aos clientes. Muito provavelmente, postagens que estavam previstas para este período podem não mais fazer sentido, mas continuar com a presença é essencial para manter o relacionamento com o público e também entender e monitorar o que estão dizendo sobre sua marca.

Em seu post mais recente, a equipe do Buffer, ferramenta de gerenciamento e monitoramento de redes sociais, sugere, resumidamente, o seguinte:

Venda empatia: não confundir oportunidade com oportunismo. É preciso um senso de empatia e cautela para conduzir ações e campanhas de vendas. Sustentar uma ação usando termos relacionados ao “covid-19” pode ser muito arriscado. A estratégia aqui, é alterar o “tom” da “voz” da sua marca.

Post no instagram da marca FIAT que exemplica o posionamento da marca de "empatia".

Post no instagram da marca FIAT que exemplica o posionamento da marca de “empatia”.

 

Abrace uma causa: o marketing de causa tem sido uma estratégia relevante para agregar valor às marcas. Se não for possível fazê-lo neste momento, pode-se startar este movimento, simplesmente utilizando alguns de seus recursos e colaborar: seja confeccionando EPIs, incentivando sua comunidade a mobilizar outros recursos e ações colaborativas.

Story no Instagram da marca Gucci. O novo "status quo" está vinculado às marcas que defendem e colaboram com causas urgentes, normalmente sociais, ambientais, esportivas e culturais

Story no Instagram da marca Gucci. O novo “status quo” está vinculado às marcas que defendem e colaboram com causas urgentes, normalmente sociais, ambientais, esportivas e culturais

Seja claro: em tempos de crise, os detalhes importam. Muitas dúvidas são geradas, especulações em torno do negócio podem surgir também. Escreva, reeescreva, leia e releia o conteúdo a fim de atender e esclarecer aos seus clientes e equipe, sobre mudanças no estilo de trabalho, novos horários de funcionamento, possíveis atrasos em responder às questões do público, etc.

Post no instagram da marca francesa de distribuição comercial, também presente em Portugal.

Post no instagram da marca francesa de distribuição comercial, também presente em Portugal, informando as novidades e mudanças nos serviços aos consumidores.

Esta crise de pandemia mundial pede humanidade. E as redes sociais, mais do que nunca, estão disponíveis para fazer valer e fortalecer esse sentimento humano com relação às marcas.